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Existem diferentes tipos de anestesia variando de acordo com a segurança, conforto do paciente, necessidade do cirurgião e a experiência do anestesista. A grande maioria dos pacientes acaba associando o fato de dormir com a realização de anestesia geral. Na realidade, o fato do paciente dormir, perdendo a consciência e a memória recente, se deve a uma combinação de ações da sedação anestésica, que pode ser aplicada tanto na anestesia local quanto na regional ou geral. Em qualquer uma das opções anestésicas, pode-se garantir um estado de consciência controlado com sono induzido de fraca, intermediária ou mais profunda intensidade, sem a necessidade de estar sob anestesia geral.

Das opções anestésicas existentes, a anestesia geral e a sedação assistida acabam sendo os tipos mais utilizados em cirurgia plástica estética. De uma forma geral, o anestesista pode fazer várias e diferentes combinações de medicamentos dependendo da necessidade de analgesia (controle da dor), amnésia (controle da lembrança), sedação-hipnose (controle da consciência) e relaxamento muscular. Devido a essa grande quantidade de variáveis importantes durante um procedimento anestésico, apenas o anestesista, em conjunto com o cirurgião, tem condições de traçar a melhor estratégia para cada caso.

Basicamente, quanto ao mecanismo de ação, existem pelo menos 3 tipos de anestesia utilizados em procedimentos de cirurgia plástica:

a. Local: o medicamento bloqueia reversivelmente a condução nervosa local sem interferir na consciência do paciente, que fica acordado. Normalmente, esse tipo de anestesia fica reservado para casos mais simples e de rápida realização. Apesar de ser uma anestesia mais simples e de fácil execução, deve-se tomar um cuidado especial quanto a dose tóxica de cada anestésico local. Por exemplo, imaginando um paciente de 60kg, que deseja fazer algum procedimento com anestesia local por julgar ser mais seguro, se utilizarmos um anestésico local padrão como a lidocaína à 2% (20mg/ml) cuja dose máxima é de 4,4mg/kg (ou até 300 mg para qualquer peso), a dose limite de segurança para essa paciente não deve ultrapassar 264mg ou 13 ml. Se houver a necessidade de usar mais que essa quantidade de anestésico, o paciente passa a correr um risco de intoxicação desnecessário. A associação de anestesia local com sedação assistida é bastante frequente na cirurgia plástica, principalmente para pequenas lipoaspirações e muitos procedimentos na face, pois garante bom controle da dor e consciência do paciente durante todo o procedimento.

b. Regional: consiste na anestesia de toda uma região do corpo após a infiltração de um feixe ou grupo de feixes nervosos. É subdivida em troncular, plexo e espinhal.
Troncular: apenas um feixe nervoso é bloqueado após a infiltração de anestésico local. Essa técnica é frequentemente utilizada em cirurgias da face quando apenas um feixe nervoso é bloqueado anestesiando toda uma área da face.
Plexo: um conjunto de feixes nervosos são bloqueados após a infiltração de anestésico local. É empregada em cirurgias dos membros, mas pouco utiliza- da na cirurgia plástica estética.
Espinhal: muito utilizada em cirurgia plástica, consiste na infiltração de anestésico local em uma par- te da medula espinhal. É divididas em dos tipos:

Raquidiana: o anestésico é colocado dentro do canal medular da coluna, anestesiando e relaxando a musculatura e garantindo o bloqueio de qualquer estímulo doloroso abaixo do ponto onde foi injetado;

Peridural: o anestésico é injetado na região peridural, ou seja ao redor do canal medular e não dentro dele como na raquidiana. É bastante frequente deixar um cateter nessa região da coluna para controlar a quantidade de medicação injetada, utilizando apenas o necessário para o tempo da cirurgia. A principal complicação das anestesias espinhais é a dor de cabeça, que pode ocorrer quando há extravasamento do líquido que preenche o canal medular (líquor) pelo furo da agulha usado na anestesia. Quando isso ocorre o melhor tratamento é a hidratação abundante, corticoide e repouso, podendo se associar outros procedimentos quando necessário.

c. Geral: é definida como um estado de temporária inconsciência profunda induzida por medicamentos. O paciente permanece em um grau de sedação-hipnótica tão profunda que perde controle dos reflexos autônomos controlados pelo cérebro. Dessa forma, “esquece” de respirar e, portanto, precisa que o anestesista coloque um tubo gentilmente posicionado pela garganta para garantir uma respiração tranquila e segura.

Apesar de cada vez mais raros devido a evolução natural da técnica e a integração de tecnologias de monitorizamento dos pacientes, os riscos da anestesia geral podem variar desde problemas respiratórios, cardíacos até reações alérgicas. Trata-se de uma anestesia extremamente controlada e segura quando realizada por um profissional habilitado.

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